quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

A FROUXIDÃO DAS “GORDAS” NA IMPRENSA

Os extractos noticiosos que se seguem da exclusiva responsabilidade das agências noticiosas intervenientes e não reflectem necessariamente os pontos de vista do escalagem.borgaSpot.



O país e o mundo.

em recortes de imprensa


Pub
Está a trabalhar o projecto dos seus sonhos?
Atinja o encadeamento desde já, em suaves prestações.
Escolha a amplitude da queda com que quer pagar:
2, 4, 6, 8, ou 10 cm !
Viva livre.
Viva com a máxima exposição e o mínimo dos riscos!
Frouxidis. O desCrédito imedidato.




Ciência


Antropólogos revelam o novo estádio evolutivo da espécie humana.: O Homo Chapiens
Cientistas de várias nacionalidades, inspirados pelas recentes descobertas possibilitadas pela descoberta da “Menina do Lapedo”, em Leiria, identificaram as novas derivações da espécie humana chegando à conclusão que a próxima era, corresponderá ao Homo Chapiens Rochensiis.
Os contornos e aspectos mais notórios desta evolução ainda não estão completamente determinados mas apontam para alterações morfológicas ao nível das extremidades dactilares, onde se verifica maior adaptabilidade aos diversos gatilhos das Tornas Eléctricas, assim como maior longitude das falanges permitindo maior facilidade de acesso aos comutadores de torque e rotação das referidas ferramentas.

Pelo contrário, o rádio e cúbito hipertrofiarão até uma extensão quase mínima e ungulada, visto a adaptação genética actual já não requerer tanto desenvolvimento muscular desse parte dos membros, nem ser requisito relevante visto o encurtamento de distâncias entre extensores de escalada (expressos) para agarrar.
Ao nível da restante estrutura óssea confirma-se o adensamento do tecido ósseo para suporte e compensação dos novos e mais exigentes factores de queda.
Também ao nível craneo-encefálico, o Homo Chapiens virá dotado de novas transformações, antecipando-se a mineralização das cartilagens do pavilhão auditivo, metamorfizadas em plaquetes compatíveis com os sistemas de enganche comerciais comuns (mosquetões). Aguardam-se neste momento desenvolvimentos dos testes de laboratório que permitam identificar mais características.
(Agência Roy-tas)



Literatura


As Profecias de Nóstragamus – 500 Anos.

No quadro das celebrações sobre o nascimento de Michel de Nóstragamus e dado o renovado interesse que as suas Centúrias têm mantido ao longo dos tempos, várias entidades de renome juntar-se-ão num ciclo de conferências onde se pretende levar a cabo a análise das profecias deste apotecário renascentista.
Recordando algumas das suas mais controversas profecias, contam-se a previsão da redefinição da Escalada em Rocha. Como se sabe Nóstragamus era um obcecado por organização matemática, e prevê um futuro de colocação de protecções fixas à equidistância do número simbólico de 222 milímetros possibilitando dessa forma a opcionalidade de proteger quando e como o escalador queira.
Outra profecia aponta para que os povos serão unânimes em considerar o aumento da quantidade de presas, melhoramento das texturas e demais condições ergonómicas como o futuro da humanidade.
Da mesma forma, contrapõe que poderosos lobbys internacionais, que, no advento da aparição em cena do Anti-Chapas, reagirão contra a inovação equipando vias com uma chapa por Continente, em nome da pureza da modalidade. Serão distribuídos pregadores desocupados a difundir mensagens repetitivas e Castristas de discursos proteccionistas.
As premonições apontam ainda para que, no final, os critérios da segurança e os critérios conservadores encontrarão um equilíbrio extensível a toda internacionalidade.
Os interpretes falam, a este respeito, num suposto equipamento de vias em que os furos para os pernos, seriam feitos a partir desta extremidade ibérica, em varão roscado inox A6, de métrica de 15 e longitude alargada, cabendo aos cidadãos Neo-Zelandeses, no seu território, a conclusão da empreitada com a aposição da correspondente anilha e porca na extremidade do varão emergente nesse hemisfério.
(Agência Roy-tas)




Politica


Revisão da Lei da Gravidade em análise
A bancada dos Iniciados na Escalada apresentou ontem ao fim da tarde, no Parlamento, a proposta final de revisão daquela que é conhecida como a Lei da Gravidade, alegando que desde a revolução do Big Bang resultante dos recontros históricos entre Magnetistas Cósmicos e os Movimentos Anti-Matéria que a dita Lei não é revista. Acrescentam ainda que o regime de excepções, agora vigente, demanda recursos não acessíveis a todos os cidadãos nem estão compatibilizados com a prática da modalidade desportiva de escalada em rocha, como o provam os recentes incidentes com cintos anti-gravitacionais contrafeitos. Estes artigos encontram-se a ser comercializados sem a devida regulação, escudados no argumento da maior abrangência e segurança a todos os cidadãos que até agora se encontravam impossibilitados de chegar aos estratos cimeiros da escala de dificuldade da Escalada em Rocha.
Agência XXNTLA


Sociedade


Crescem de tom as acusações de discriminação na Escalada em Rocha
Os vários causídicos que se têm apresentado perante as autoridades judiciais nos tempos mais recentes, encontram-se em fase de mobilização de cívica contra aquilo que apelidam de assincronias e assimetrias de tratamento sofridas pelos cidadãos seus representados.
Foram apresentadas várias queixas também, no Parlamento Europeu, em que acusam o executivo do Chapistão de incumprimento das directivas de segurança em vigor nos restantes países da União, e também, pelo incumprimento dos compromissos eleitoriais onde foi repetida e reiterada a intenção do Governo de retroequipar as vias de escalada e acondicionar todos os locais de desporto na Natureza em moldes que permitam a todos os cidadão nomeadamente os mais condicionados de poderem usufruir integralmente das actividades e espaços “até às últimas consequências”, segundo palavras exactas do chefe de Governo. É sabido que nos restantes países se tem vindo a evoluir muito graças à interposição de mais plaquetes em cada via, sob o lema da campanha “Chapado com 100, chapado com 1000!…”
A natureza das queixas abrange os cidadão invisuais, que se sentem discriminados por lhe ser vedada a legítima ambição de escalar “à vista”, assim como os deficientes auditivos profundos reclamam melhores soluções para o seu problema visto que lhe é praticamente impossível subir uma via em “flash” por não conseguirem que ninguém lhes “cante os passos”.
Há ainda o colectivo de consumidores de substâncias tóxicas que se vêem impossibilitados de encadear “à morte” por a actual legislação não reconhecer em simultâneo que um mesmo indivíduo possa prosseguir a sua escalada de consumo de drogas duras com a escalada em rocha de alto rendimento.
A Secretaria de Estado para os Assuntos da Escalada Desportiva já reagiu às acusações e garantiu que até ao final da actual legislatura os programas de reequipamento e apetrechamento estarão concluídos assim sejam assegurados os financiamentos dos parceiros e patrocinadores.
Acresce ainda que este programa não se limita à escalada em Rocha e que se encontra a trabalhar com os restantes Ministérios das diversas tutelas de actividades da Natureza encontrando-se em curso obras de avultados montantes para a regularização das ondas do mar ao nível que permita os surfistas iniciados uma integração mais progressiva, e que o Ministério do Alpinismo se encontra plenamente empenhado na gestão rigorosa dos fundos do PEIDDAC que permitirão o terrapleno de algumas montanhas até à quota que permita o máximo de cidadãos de aceder em segurança e conforto.
Simultaneamente, Esta Secretaria de Estado anunciou que o Ministro da Escalada em Rocha já assinou o Despacho de implantação da tão badalada rede de elevadores hidráulicos que virão a dotar a base de cada sector de escalada licenciado.
Exclusivo Escalagem


Terrorismo


Múltiplos atentados suicidas com Armamento de Escalada Livre.

Agentes dos grupos extremistas da Frente Popular de Libertação da Escalada do Frouxistão (FPLEF) subiram ontem, várias vias não licenciadas nem certificadas pela OCDE (Organização Contra a Escalada Desportiva).
O atentado ocorreu ontem, ao final da manhã, em plena hora de ponta e completamente à vista de um dos acesso mais congestionados da Escola Certifidada de Escalada Desportiva de Mijanaescada.
Os terroristas usaram várias técnicas não convencionais e de elevado risco para os transeuntes. Os agentes organizados em cordadas subiram as referidas vias proibidas já há vários anos, devido aos seu carácter vetusto e mantidas somente pelo valor histórico e museológico. Uma dessas vias equipada (!) com plaquetes a uma distância mínima de 1 metro e que nos tramos cimeiros chega a registar run-outs de 3 metros (considerados ilegais à luz das actuais normativas que mencionam como limite uma distância que não pode superar em dobro o comprimento duma expresso longa comum, entre 30 a 60cm) os criminosos saltaram os seis corrimões de protecção e durante a escalada arriscaram quedas potenciais que alcançariam facilmente os oito metros, em pronunciado extra-prumo.
Desta ascensão milagrosamente não houve vítimas a registar tão somente apenas alguns registos de desmaio e quebras de tensão em alguns espectadores surpreendidos que não ganharam para o susto. De maior gravidade embora com a mesma graça milagreira, sem vítimas graves, foi a outra cordada terrorista, que se entregou nem mais nem menos a subir uma fissura completamente desprovida de equipamento fixo, com recurso a armamento completamente proibido que consistia de valentes túbaros com vários carregadores de stoppers e camalots (armas de fabrico ilegal que suplantam em perigosidade, as minas em Angola).
o Governo do Frouxistão já disponibilizou a ajuda dos técnicos para apoio psicológico às vítimas que se encontravam nas densas filas para acesso às vias de iniciação, e que se viram forçadas a assistir indefesas a verdadeiros momentos de horror de escalada livre, “em propósitos completamente primitivos” segundo algum dos presentes.

De facto tudo aponta para uma estratégia assente no aproveitamento da circunstancia da inauguração das antigas vias, agora reabilitadas, com novas presas e apoios de vário tipo e vária ordem. Esta reabilitação foi feita sob os auspícios filantrópicos de proporcionar a todos o máximo conforto e o mínimo de esforço para uma escalada, em boa higiene, visto que se torna virtualmente impossível suar nestas vias.
A gestão e exploração do espaço está entregue a uma empresa concessionada, visto que os filantropos não reuniam meios para rentabilizar e manter o espaço.
De recordar que recentemente houve outra tentativas de escalada livre de que resultaram as mortes dos suicidas devido a quedas antes de alcançar protecções distantes.
Agência XXNTLA



Desporto


Chapistão recebe mundial de Juniores de Chapagem Desportiva.
A quantos, ainda há poucos anos, não acreditavam que esta modalidade vingaria, apresenta-se a nova realidade: A Chapagem Desportiva.
Longe estavam os hoje idosos, de imaginar estas magníficas passadeiras rolantes, posicionadas na vertical, em frente ao atleta prontamente disposto e sentado à sua frente. Ao toque do alarme o tapete forrado de plaquetes de palmo a palmo, vai rolando em velocidade crescente. E as plaquetes sucedem-se. E os atletas têm nem mais nem menos de colocar expressos correctamente e com apurada mestria, nas plaquetes, e seguidamente, a corda.
Não se podem levantar da cadeira e não podem saltar protecções sob pena de desclassificação.
Nada se compara à emoção e entusiasmo com que milhares de jovens assistem aos Campeonatos de Chapagem Desportiva, ambicionando quiçá, as posições de destaque alcançadas pelo nosso campeões José Chapo-eu, Isabel Boachapa, Leopoldo Chaparia, Marisa Chapei-a, entre tantos outros. As portas do Plaquetódromo do Estoril abrirão pelas 08h00 aos sócios e os demais visitantes poderão entrar pelas 09h00.

A organização sugere que autosegurem bem as viaturas no exterior do recinto e recomenda que não deixem a alma da corda à vista.
Agência XXNTLA



Educação


Pais e encarregados de educação descontentes com aulas de talhado e sikado
A confederação Nacional de Pais do Chapistão está descontente com o estado de “desgoverno e incúria” dedicado pela Ministra na elaboração dos planos de estudos dos alunos do Ensino Básico de Escalada por todo o país.
Os pais são subscritos pelos professores, acossados pelas questões de indisciplina por parte dos alunos provenientes de ambientes degradados que subem com frequência às árvores sem qualquer equipamento, sobem aos telhados da escola sem qualquer protecção em busca de bolas e artigos que “acidentalmente” lá vão parar, etc.
A lista segue extensa pelo que os pais resolveram sintetizar nos seguintes pontos as suas queixas:
- Os alunos não saem todos do sistema de ensino com suficiente formação para a qualquer momento empunharem um berbequim e ganhar a vida;
- Há violência nas escolas que se traduz na extorsão de plaquetes e pernos ao alunos mais novos e indefesos, plaquetes essas que depois nunca retornam a ser contabilizadas no sistema contributivo de equipamentos de escalada
- Acima de tudo os pais estão preocupados com a “perfeita descoordenação” com que as aulas de talhados e sikados estão a ser ministradas, do que resulta que um aluno médio não é capaz ao fim de 4 fins-de-semana de aulas, de transformar uma pinça de mão aberta num simples tridedo-aprofundado.
Como é conhecido da economia do estado, o equipamento e retro-equipamento de vias com distanciamentos seguros é mercado com os dias contados e que já não absorve mão-de-obra ao ritmo desejável.

Em contrapartida, é reconhecido publicamente, pela própria Ministra, o aproximar duma nova era que sucede à era das plaquetes. A par do que já há anos se pratica noutros países, abre-se agora todo um novo mercado de oportunidade de emprego nos talhados e sikados, que todos apontam como o futuro para as vias hoje sebadas e polidas até ao tutano, acrescentando mais-valia de conforto e segurança a todo o sistema securitário da securitarização securitativa.
E é por esta lacuna ser tão vital que os pais e professores se impacientam e exigem à ministra o aumento da carga horária destas matérias e a subvenção imediata das marretas e ponteiros do tão anunciado “choque enológico”.
Agência xxntla



Meteorologia

O mau tempo vai continuar.
Céu muito nublado para todo o continente e ilhas, com excepção da Terceira, nos Açores, onde o sol irá brilhar, desde que residentes e visitantes se encontrem armados de um clipstick com, pelo menos, 20 cm de longitude. A Protecção Civil adverte contra os perigos de sair de casa e os Hospitais já reforçaram o stock de ligaduras, gesso e radiografias. Os Tribunais dizem estar preparados para a enxurrada de processos-crime contra equipadores que não assegurem o devido escoamento das zonas de escalada para fazer face à inundação resultante da forte precipitação que se fará sentir e que se espera que atinja os 30 escaladores por metro quadrado durante o fim-de-semana.
Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica



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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

o melhor amigo do frouxo

Convém deixar estes amiguinhos a fazer o seu trabalho na base da via enquanto a malta está pendurada.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Publicidade frouxa de outrora...


Não sei bem o que os franceses vendilhões de perfumes queriam dizer com isso de ser "a primeira" ... a fazer um oitavo? a escalar em livre e no dia a "Nose"?
... no contexto da imagem a corda parece ser o símbolo mais insignificante...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Laura Frôxa & Marta Xorona, em grandes embrulhos com Paulo fRoxo





img expropriada de rppd.blogspot




Este ano, fomos mandatadas pelo Pai NatAl-pinista para fazer a triagem dos pedidos dos meninos escaladores e também para ajudar na embalagem, por medida, das correspondentes prendas.
Para esta árdua tarefa dedicamos um longo e ameno serão com um voluntário incauto, litólatra como poucos, com quem inventamos uma elucidante conversa, aqui partilhada com todos, (em especial com as nossas fiéis e interessadas leitoras, e já vão ver porquê…).
Fizemo-lo antes que ele fosse tomado pela melancolia da quadra e se tornasse epistoleiro como parece ocorrer por estes épocas na Terra dos Coelhos [1,2,3].


Paulo fRoxo dispensa delongas em apresentações acrescentamos apenas o que não consta nos curricula. Ainda que a alguns possa suscitar desconfortos, a realidade é que o próprio se tornou num biótopo da escalada em rocha e uma parte significativa da escalada vive quando Paulo Roxo se mexe.
Detém, desde há muito, a cátedra da moderna litologia na Universidade da Ponta-da-corda e os Politécnicos da escalada, sequiosos e ávidos, arrebanham-lhe os escritos ainda mal arrefeceu a SDS na sua litoteca.

As vastas hordas de visitantes do Escalagem reclamam porque é que não são eles contemplados pelo brilho das luzes da ribalta com uma entrevista neste estaminé. (bem vistas as coisas, talvez não tenham sido assim tantos a reclamar, mas talvez e apenas o mesmo pérfido votador-compulsivo-apagador-de-cookies que vota por todos os abstencionistas do Alto de São João).
A resposta é simples.
Neste blog, o grau está ajustado, e é tipo “bué-à-morte”, não há gavetões para agarrar. Connosco não há cá cocós: à 2ª tentativa ainda vamos em top.
Além disso, Paulo fRoxo, mantém, ao contrário de algumas intocáveis altas-autoridades-para-a-escalada-em-rocha, juntamente com a sua esquadrilha, mantém um terminal de distribuição do “banco-alimentar-contra-a-fome-de-rocha” muito rico e variado, onde destacamos as inúmeras imagens de trepadores com a corda à frente do nariz, onde agarrar expressos e pisar plaquetes não está assim tão mal visto (o que apraz duma maneira muito especial ao colectivo do Escalagem).


Convidámo-lo para desvendar alguns dos velhos tacos ainda entalados nas interrogantes do futuro e pô-los na nossa crepitante lareira, só pelo prazer de ver este Torquemada da ruminância desportex a torrar Jocundas do nosso tempo, no aconchego da lareira.

Laura Frôxa: Paulo, bem-vindo a este estaminé (Marta! Já viste que o casaco dele é de Glory-Tex?)
Marta Xorona: Entra! Entra! Autosegura-te e fica à vontade!
Paulo fRoxo (PfR): …Recebi uma chamada de que precisavam aqui dum técnico de trabalhos em altura para por a estrela no pinheiro de Natal. Onde está?

Laura F: Esquece isso. Já conseguimos . Vamos ao que interessa!
Marta X: temos aqui um trabalhinho em mãos e tu vais ajudar-nos.
PfR: Humm. Aviso já que duvido muito desta ideia de entrevistar as pessoas sem o seu conhecimento…

Laura F: Vamos só abrir aqui umas destas cartinhas dos meninos escaladores portugueses…
Marta X: … em são convívio… não te preocupes que nada do que vai ser registado é de fiar.
PfR: Bom. Então prometo dizer pouca verdade e nada que seja verdade!

Laura F: E o Alpinismo como vai?
PfR: Bem. Obrigado por perguntarem.

Marta X: (Engraçadinho…)
Laura F: Directos ao assunto: Eiger. Quantas vias de homenagem às tentativas ainda vamos ter?
PfR: Seria bom sinal que mais nenhuma. (Hehehe!) Neste momento já pesam um pouco as frustrações das passadas tentativas. Por mais desmoralizador que se tenha tornado não me faltam objectivos e ambições noutras paredes. A maior agravante das tentativas é todo o esforço na reunião dos meios que se vê uma e outra vez gorada. E esta é realmente a parte mais desgastante. A Norte do Eiger continua na lista. Talvez um dia.


Marta X: E a rocha? Afinal está a acabar o terreno virgem ou não?
Laura F: …e o que resta para as gerações futuras?
PfR: Temos aberto vias em muitos locais diferentes deste país. É certo que em algum tempo as linhas mais óbvias e atractivas serão desvendadas como já foram desvendadas as vias mais clássicas das apreciadas falésias desportivas e restarão outras mais”rebuscadas”. Seja pelas minhas mãos ou pelas mãos de outros escaladores. Preocupa-me deixar um legado que se relacione tanto quanto possível com a qualidade. Há ainda algum terreno. Tudo requer motivação e visão. A motivação suficiente para ir um pouco mais longe e descobrir essas linhas que aparentam ser pouco promissoras.

Laura F: Acreditas que essa “visão” e criatividade tem limites ou “tudo o que é rocha e não mexe” admite uma via?
PfR: Com alguma certeza há linhas mais agradáveis de abrir e repetir do que outras. Quanto a mim sempre tenho empregado uma boa dose de imaginação e isto tem-me resultado bem. Muitas vezes ainda me consigo surpreender com a quantidade e diversidade de largos duma qualidade excepcional que se me vão deparando. Se bem que, também é verdade que algumas vezes entre excelentes largos, tenho atravessado terreno que só por si não traz grande mais–valia e afastará, seguramente, os repetidores. Estou convencido de que não se poderá abrir indefinidamente uma amálgama de linhas sobrepostas, entrecruzadas e acotoveladas entre si sem perder muita da qualidade que ainda me vai mantendo neste País.

Marta X: Vamos começando a abrir algumas cartas para vermos o que pedem os nossos pequenos escaladores. Vamos lá começar por esta esta “Caro Pai Natal eu sou o Leopolvo, blablablablá, … e sinto dificuldade em agarrar aquelas…. assim pequeninas, mitradas … queria mais força!... para regletinhas … mais força…tipo reglete mitrada… de agarrar assim… queria mais força para vincar assim!… mais força… e mais força de dedos… arquear… assim!...
Laura f: Pois… é mesmo isso que lhe faz falta...
PfR: É de conceder! Claro! … tipo… placebo.

Marta X: Vale a pena esta corrida por estas paredes que fogem muitas vezes ao estereotipo do bigwall de rocha limpinha e cortada à faca das Reginas e Montrebeis, etc?
PfR: Na maior parte das vezes vale. Apesar de tudo, também eu prefiro uma boa rocha compacta e de preferência que se possa superar da forma mais “livre” possível. Mas não houver outra forma razoável de passar sem expansões, a máquina avança.

Laura F: essa tua ideia leva-nos a outra questão: Os bocados de corda são reunião?
Marta X: … e os largos de burilada tem interesse ou são alguma forma de recuo no estilo de escalar?
PfR: Na minha opinião e na forma como aceito os riscos próprios da escalada, os bocados de corda são melhores que nada. Durante a abertura de uma via, vindo de baixo com um equipamento já de si muito pesado, ainda carregar com boas correntes de reuniões, para vias que por vezes têm 4, 5 6 largos é simplesmente surreal. Em posteriores repetições admito que as reuniões venham a ser sempre melhoradas e creio que tenho feito imagem de marca da qualidade das protecções fixas que coloco, na absoluta maioria das minhas vias. Quanto às buriladas, não me orgulho muito delas. Acabam por ser as transições possíveis entre largos de maior interesse caso contrário mais valia abandonar o projecto.

Laura F: Vamos abrir outra carta: “Querido Pai Natal… dáh!-dáh!-dáh!, sou o Nuninho… Sei que não deves estar muito contente comigo este ano… Não foi por mal… Qualquer pessoa se engana! Tu também dizes que as tuas renas são renas mesmo a sério, mas vê-se bem que são muito mais pequenas do que as renas… e até já estive a falar com Filipe e estamos de acordo de que são apenas cabritos e tal... Portantos, … o outro já se partiu… e queria um novo… 36 volts… dáh!-dáh!…
PfR: O que ele quer sei eu!... Concedido… uma aparafusadeira do Lidl e uma tabela de conversão de graus… vá! Embrulha aí!

Marta X: Nos teus escritos e na dos teus cordadas habituais transparece uma intensidade emocional de envolvimento nos empreendimentos pouco comum. Passo a transcrever um excerto escrito por um teu comparsa habitual (MG), diz ele: "muitas destas questões povoam subtilmente profundos recantos do meu pensamento em noites plenas de estrelas que brilham reluzentemente no escuro céu, mas submerso numa gigantesca tormenta de confusas explicações sem sentido em longas horas de insónias. (...) tanto tempo perdido, retirado involuntariamente das doces e agradáveis horas de sono. (…) uma grandiosa parede numa horrivelmente bela montanha sobre a qual um involuntário desejo leva-nos numa busca do infinito desconhecido (...)”…Vocês estão a ficar “sensíveis” do género… tipo… sensível?
PfR: Vou alertar o meu companheiro para os riscos dessa “sensibilidade”. Para explicar um tal nível de envolvimento e a forma como é expresso depois, é preciso perceber que estamos muitas vezes em terreno novo ou muito pouco frequentado. O grau de incertezas é alto e tem de ser vencido por nós em condições em que recuar não é possível nem fácil. Este compromisso cria laços entre as pessoas que se vêem consortes para o melhor e para o pior. É a própria vida que está em causa. Ao concluir certas empresas, com tanto sacrifício e esforço, momentos tensos, … expostos a tudo quanto a natureza nos atira… quando finalmente acaba, sentimo-nos como dois desgastados guerreiros das rochas, que jazem sobre a imensa parede, após uma épica campanha, prostramo-nos, com os braços estreitamente envoltos um no outro duma forma que demonstra claramente a nossa amizade, mas que deixa, também, muito claro que não somos rabetas.

Laura F: Bem... é melhor lermos mais uma carta: “Querido Pai Natal… nhá-nhá-nhánhá… sou menina… e porque sou menina… encadear “tipo-bué-à-muerte”… bué oitavos inumanos… daqueles com buzonacos inumanos… nhánhá-nhánhá… e porque sou menina… buzonacos!"
PfR: Hummm…!
Marta X: Espera! Ainda continua atrás… - “…dá-dáhn… buzonacos… sou menina… e ficar inumana para encadear… e achas que não tenho t’mates para sacar?... Achas?!... e nhá-nhá!...”
PfR: Epá!... Epá! Está bem. Concedido! … mas só porque é menina!

Marta X: Vamos passar a outro assunto. Os escaladores Portugueses. Como são? Uma comunidade real com consciência do bem comum ou um mero incidente de convergência de gostos desportivos?...
PfR: Pergunta difícil porque não é possível compor um retrato claro. Está mais que provado que somos capazes de criar e crescer pela expansão do número de praticantes, pelas alterações que os praticantes fazem na sua vida uma vez comprometidos com a escalada, e acima de tudo pela óbvia exploração e frequentação dos espaços de escalada. Mesmo sem grandes apoios estruturais. E isto é da sua identidade. Quanto à capacidade de concertação para maiores propósitos do interesse comum já guardo maiores dúvidas se não mesmo, descrença.

Laura F: Como vês o ambiente entre os praticantes? Como somos? Dividimo-nos entre os altaneiros e os culambistas ou temos outras classificações possíveis?
PfR: Há-de haver muitas interpretações. Nos últimos anos tem havido mais comunicação entre os escaladores. Se estes coincidem ser também agentes activos no que se passa nas fragas por esse país fora só há que reconhecer quando fazem bem, elogiar se sentimos satisfação no seu trabalho e, por outro lado, manter a cordialidade quando há potenciais focos de mal-entendidos. Participar nas conversas da tasca, na falésia, nos blogs e nos fóruns não tem porque ser um exercício de culambismo. Isso seria quase equivalente a afirmar que os que não participam em nenhuma ou qualquer uma dessas formas seria um modelo de carácter.

Marta X: E mais uma cartinha. Eia! Olha esta!... O que isto?! Parece que foi escrito a gritar…!
PAI NATAAAL. VELHOTE! COMO É QU’É?!!! OLHA!… QUERO ISTO… ASSIM-ASSIM! … REVALIDAR O TÍTULO!… E OS MEUS AMIGOS DE LONGA DATA… O DANII… E ENCADEAR COM O DANI …ÃNH!?... VISTE COMO EU FIZ AQUELE PASSE… ÃHN?!... VISTE? OLHA! OLHA!! ESTIQUEI ASSIM… ÓOLHA! AGARREI A AOUTRA COM A DIREITA… ASSIM! OLHA! ÓOLHA!... OUVE! AQUILO É SÓ APERTAR ASSIM COM ESTE DEDO… COM ESTE DEDO! TENS DE FAZER COMO EU ESTOU-TA DIZER!... ESCUTA!... OLHA!... É SÓ…
PfR: Fecha!
Laura F: … E quê?
PfR: Fecha! Fecha!
Marta X: Mas e então?...
PfR: Concedido! Concedido! … Mas põe aí uma cruzinha qualquer dessas, da parte de trás do envelope…

Laura F: Vamos agora falar um pouco do passado. Já lá vão mais de vinte anos na vertical. Queres contar-nos algumas das recordações mais marcantes dos primeiros tempos?
PfR: Não. Mas visto que não posso impedir-vos de continuar a pôr-me a dizer barbaridades, vou apenas repassar algumas sensações difíceis de explicar e transmitir nos dias de hoje, lembro-me por exemplo da escassez de material ser tão grande como a ilusão que nos movia pelas muralhas do Castelo de São Jorge, o nosso Alvaláxia da altura. As vias de aderência com as Sanjo nos pés. A corda do António que servia para todas as cordadas da época da zona de Lisboa. O entusiasmo de ler as raras revistas de escalada que nos vinham parar às mãos. O nervoso miudinho e a excitação de ir ao desconhecido nas primeiras viagens para fora do país. Até os catálogos de material nos fascinavam… e o filme marcante do Patrick Edlingerie.. “a vida na ponta dedos”... Nessa época não havia vengas era só allez doucement!... Tem o seu quê de saudoso.

Marta X: Vamos então ver extractos de um desse vídeo histórico para tentar perceber o espírito que se vivia na vossa geração.





PfR: Bem… isto está um pouco retalhado do original… e não mostra muito…

Laura F: Não mostra muito! Havia mais??
Marta X: Vamos ver agora com mais precisão o excerto fulcral para perceber qual a sua influência na evolução dos escaladores em Portugal .




PfR: Ora! O Edlingerie era apenas um dos considerados melhores escaladores da época. O estilo, a ideais novos, exerceu algum fascínio mas nota-se que são apenas segmentos do filme…

Laura F: Sem rodeios… Para os leitores que estão lá em casa, uma resposta sincera… de que modo estas imagens influenciaram a escalada neste país?
PfR: Ora… são obviamente imagens históricas, assim sem o enquadramento das sequências está tudo um pouco fora…

Laura F: … Um pouco fora? Eu diria que está tudo fora!
PfR: Bem…
Marta X: … Sentiam-se atraídos por ele??
PfR: Vamos antes ver mais esta carta… “Pai Natal, sou o X, e eles aqui no bairro, curtem de ti à brava, ... e blábláblá… tu lembras-te de … daquela vez, eu a embrulharzlias com as tuas barbas? Hân!... E tu a paparzlias… já ‘tavas um bocado mamado?! Um bocado é favor!... hréeh! ... Eu, neste Natal só te queria pedir uma papôlha. Só uma papôlha. O resto eu oriento-me. A outra cena que a gente cominô, aquilo p'ó fim-de-semana! … bla-bla-blá! … e um gândasabão. Se houver espiga… pões dentro de um preservativo no fundo do teu saco, que eles não vão lá ver… gandasabão!...
Marta X: Laura. Não percebi nada!...
PfR: UoU! Isto deve ser dâ-malta-du-Bârrei…! Concedido!

O Serão continuou com a abertura de mais umas quantas cartas e outras revelações escandalosas oportunamente se ocultam.

LF&MX: Despedimo-nos então, com os votos de um bom Natal e um ano de 2008 muito feliz. Paulo queres aproveitar para enviar um abraço aos teus amigos e leitores?
PfR: Desejo a todas umas boas festas e com tudo o que desejam para o próximo ano. Quanto ao abraço… ok… mas sem demasiadas mariquices. O ar tem de poder circular livremente entre nós…

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

pornografia para frouxos

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

É a cultura, frouxo! – parte II

Com a proliferação do youtube, o escalador não vê mais nada que não seja filmes de escalada. Como se antes de escalar visse outros filmes que não fossem porno. Passamos, portanto, de filmes de gajas nuas para filmes de gajos nus. Com cordas.
De modos que me vejo obrigado a educar o povão escalador, fazendo um pequeno apanhado das últimas estreias cinematográficas que vos têm passado ao lado:

Star Wars

História de um bacano chamado Luke Parady Skywalker. Jovem com potencial, é apadrinhado pelo mestre Obi-Graham Kenobi, que vê nele a nova esperança da escalada e a única hipótese de sacar um projecto bem duro. Luke vai encadeando tudo o que lhe aparece à frente, com e sem sabre de luz. No entanto, a tentação do lado negro da força é grande… à medida que a dificuldade vai aumentando, o nosso herói terá de resistir a talhar umas presas nas secções mais duras de rocha. É aí que o malévolo Imperador, acompanhado do seu lacaio Darth Vader (um gajo que, apesar de só escalar em blocos - com talhados - anda sempre de capacete), constrói uma arma terrível, a furadeira da morte, com a qual pretende talhar bidedos (acompanhados da respectiva tickmark) capazes de transformar qualquer 9c num quarto grau. Conseguirá o lado bom da força prevalecer?

Indiana Jones e a grande cruzada

Como Indiana Jones, um escalador frouxo, se embrenha na demanda pelo santo graau. Esta demanda tem lugar na Alemanha, mais propriamente em Frankenjura: Seguindo o mapa desenhado no velho diário de seu pai, Indiana terá de decifrar o croqui e encontrar o local onde se encontra o santo graau, um oitavo super oferta que diz que se faz em meia dúzia de tiros. Tudo isto enquanto tenta escapar aos escaladores alemães, que cobiçam avidamente a first ascent da via. O filme explora também a relação conturbada de Indiana Jones com o seu pai. Juntos irão conhecer-se mutuamente e passar por mil perigos. No final do filme, e depois de encontrar um velho cruzado que lhe ensina o truque para passar o crux, Indiana Jones lá dá um tiro decente no projecto. Mas as peripécias ainda não terminaram: quando o intrépido aventureiro, todo esticado e com a espinha a sair-lhe pelo cú, já ‘tá a tocar a reglete de onde se chapa o top, o gatilho da última expresse abre-se. O nosso herói vê-se confrontado com uma difícil decisão; pode tentar agarrar a presa mas corre o sério risco de amandar um voo daqueles, que normalmente só é amparado pelo chão, 30 metros mais abaixo - os sacanas dos nazis eram forretas nas protecções. A voz sábia do pai de Indiana chama-o à razão, proporcionando um final de filme enternecedor, com a reconciliação entre pai e filho e a percepção que a demanda pelo santo graau está em cada um de nós (o que quer que isto queira dizer). Por outras palavras, Indiana acagaçou-se e destrepou.

Brokeback Mountain

Uma bonita história de amizade entre dois escaladores, que começa quando ambos passam uma temporada a trabalhar num refúgio e a escalar nas montanhas. Quando vem a chuva e as vias molham, ambos regressam ao quotidiano.
Apesar de casarem com as respectivas namoradas e prosseguirem com as suas vidas, ambos continuam a encontrar-se, disfarçando o real propósito dos seus encontros de escalada com a desculpa de que vão pescar. No entanto a mulher de um deles desconfia que a cana de pesca serve, na verdade, para chapar as protecções das vias mais duras. Face a esta suspeita, a teoria de que o marido é maricas ganha forma na mente da desgostosa esposa.
À medida que os anos passam, os compinchas apercebem-se que têm objectivos diferentes na escalada. Enquanto um acalenta o sonho de irem viver juntos para maple canyon, um fabuloso spot de escalada com protecções de metro a metro, o outro tem medo de represálias da comunidade, por estar sempre a escalar em top. E, de facto, o pior acontece, com um dos amigos a ser assassinado às mãos de três escaladores que o viram a encadear uma via com a terceira pré-chapada. O filme termina de forma triste, com a personagem principal lembrando saudosamente as tantas e tão belas trepadas que deram juntos.

O Rei Leão

Denominado King Lines no original, o filme narra o encontro de dois colossos maiores da escalada mundial e, simultaneamente, as nossas vítimas preferidas aqui no blog. Adivinharam: São Chris Sharma e Nuno Pinheiro.
A película (apesar de o ter visto em DVD achei que ficava bem usar este substantivo e, além disso, já me tinha usado “o filme” no parágrafo anterior) foca os problemas de dependência do personagem principal, que o obrigam a viajar por todo o planeta e a escalar as linhas mais difíceis só para arranjar um bocado de erva. Para os mais desatentos, lembro que estou a falar do Sharma. Entre escalada, trips de escalada e trips (sem escalada), as personagens usufruem da rodinha da paz e dançam o hakuna matata (cuja tradução livre "há cu na mata, tá?", ficava melhor no filme anterior, mas não se pode ter tudo).
O Rei Leão caracteriza-se por ter sido filmado ao melhor estilo David Linch, isto é, baralhando e confundindo o espectador, mercê da quantidade e duração dos monólogos do protagonista. Num emocionante final, Chris Sharma, mesmo depois de conviver com Dave Graham e Nuno Pinheiro, é bem sucedido no encadeamento de um duro projecto, sem aparentar qualquer sintoma de asa levantada.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Gedeão da Frouxidão

Rocha Filosofal

Eles que não sobem não sonham
O que é esforçar-se na via
Não concreta e definida
Como outra via qualquer,
Como este granito cinzento
Em que ora subo, ora sento
Como esta calcite branca
De caprichosos torneados,
Como estes penhascos alados
Que em negro ruivo assomam,
Como estas rapinas que os tomam
Em brincadeiras de vertigem

Eles que não sobem não sonham
O que é grau, é chapa ou piton,
Tige forte ou perno bom
De aço A4 ou mero spit,
Do 8a+ ou da élite,
Numa eterna ascensão.

Eles que não sobem não sonham
Que é muro, é prumo, é buracos,
Diedro, fenda com tacos,
Bidedo, aplat, chorreira,
Crista, placa regleteira,
Pináculo dum esporão,
Contraforte, paredão,
Invertido, pinçamento,
Tendinite, dor e unguento,
Croqui, cordada, expresso,
Encadeamento, sucesso,
Que é filho de fracassos,
Vindos de sisal, arnês de laços,
Bota rígida do pioneiro,
Tentativa do primeiro,
Artificial, subprumo, atlético
em livre, sentido ético,
Encordamento, corrente,
De segundo, em top, à frente,
descensor, grigri, shunt,
mosquetão, fissura elegante,
pé-de-gato, queda, dinâmico
líquen de aroma balsâmico,
na superfície mineral

Eles que não sobem não sonham,
Que é o sonho que gera a via
que sempre que um homem sonha
o mundo estica e avança
como a corda colorida
entre as mãos de uma criança

Adaptação barrasca do poema Pedra Filosofal, In Movimento Perpétuo, 1956, de António Gedeão

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

um ano a afrouxar

Afrouxar o quê?, perguntam os leitores. Ora, a corda quando escalamos à frente, respondemos nós. Nááá, tamos a gozar, a corda vai sempre tensa que nem uma harpa. E sim, connosco não há cá merdas, à segunda vamos logo à frente... quer dizer, até íamos, se fôssemos às vias uma segunda vez. Mas há tanto terceiro e quarto grau para experimentar, e nós retiramos tanto prazer de escalar à vista...
Foi, sem dúvida, um ano de frouxidão, que hoje lamentam... aham, comemoramos. Muita escalada, muita posta de pescada, muito visionamento de videos do Chris Sharma (mais até que o recomendável) e, sobretudo, muito pi. A todos os que insistem em vir cá, estão de parabéns. A demência dos nossos leitores é a nossa satisfação. Se, por acaso, abusámos um bocadinho e criámos algum atrito com alguém, as nossas mais sinceras desculpas. Para a próxima, seremos mais contundentes. Até sermos espancados, não iremos desistir.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Laura Frôxa & Marta Xorona com espírito de cordada

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Campeonato Mundial de Escalada em Frouxavilés

Alarme! Alarme!
Irregularidades na competição Mundial de escalada!

O vicepresidente da IFSC chama-se Alexander Piratinsky.
Exacto . Piratinsky!


E há mais… um tal de Patxi Arocena após uma trepada para o cerimonial da inauguração, foi recebido no chão com um caneco de sidra que brindou aos jovens de idade escolar que preenchiam as bancadas que é como quem diz, que no fim de uma sessão de escalada bebem-se copos… Ora onde é que já se viu isto?!

Então vaiam lá ver, se não é assim!
(artigo "Notícias - Empieza la fiesta, ceremonia de inauguración")

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

o aumento de frouxidão e a inflação do prestígio das vias: um estudo comparativo

If the routes stayed the same, but the gradings were suddenly all switched around, it would be interesting to see which routes people would be trying.

Jim Holloway

Cá está. Não é só o LA que sabe fazer citações. Eu também sei. E esta é muito boa. Por acaso gamei esta dele. As citações demonstram que um gajo é inteligente. Que tem cultura geral. Para quem não sabe, a cultura geral mede-se pela quantidade de citações que um tipo diz por dia.
O problema é que, normalmente, quando se usa uma citação, é suposto o texto não ter nada a ver com a dita. O propósito da mesma é o de ganhar uma discussão, ou seja, arrumar com o outro gajo, qu’ele até fica a pensar “ena pá, com essa é que me lixaste”. E se a citação nada tiver a ver com o assunto em causa, melhor ainda, que é da maneira que o deixamos ainda mais confuso. Por exemplo, esta foi gamada de um texto sobre aves. Já na altura não percebi o que tinha a ver. Se calhar as aves só vão a uma via por causa do grau. Será que as aves mais fortes só nidificam em oitavos?

Acontece que a citação em causa até tem a ver com este post, mais concretamente com o prestígio. Às vezes, parece que as vias têm dois graus: um de dificuldade e outro de prestígio. Curiosamente, o de prestígio é sempre igual ou superior ao de dificuldade. Nunca é inferior. A não ser que a via seja de placa. Não há nada mais baixo que o grau de prestígio de uma placa. Melhor dizendo, não existe nada que arruíne mais a reputação de um indivíduo que fazer uma via de placa. Quer encadeie um 8a de placa, quer caia num 6a de placa. Que, no fundo, acaba por ser o mesmo.

O grau de prestígio é tão importante que chega a afectar a própria qualidade da via. Se esta for um 7a, assim pró fácil, a via é um espectáculo, fácil de sacar, só presa grande. Se alguém decide gritar “o rei vai nú” e decota a via, esta passa de imediato para um 6c+ merdoso, passo mitrado sem jeito nenhum. Por isso é que as vias lá fora são boas. O grau de prestígio é enorme e o encadeamento à vista chove como cães e gatos. Tudo a experimentar aquela via dura mas boa, só porque no croqui vem um número porreiro:

- Ouve lá, é mesmo 7a?
- Sim, é 7a, presa grande, pouco inclinada, fácil de sacar à vista, é boa para ti.
- Mas é 7a?
- Sim, é.
- Mais duro que um 6c+?
- Eh pá, isso já não sei, se calhar não. Fiz à segunda. E nunca fiz sequer 6c+ à segunda. Aliás, acho que nunca fiz 6c+... Mas diz neste croqui com pelo menos 20 anos que é 7a, e o croqui não falha.
- Ah, bom, então vou lá!!

Ora eu acho que devia ser justamente o contrário. Tipo,

- Lá vai o fulano de tal, aquele gajo que fez agora um oitavo.
- A sério? Não dava nada por ele. Alguém o viu a fazer o oitavo?
- Vi-o eu a sacar aquele 6b manhoso à vista.
- Fosga-se, é mesmo forte!! Respect!!

Acrescento que acho até extraordinário como a malta se orienta tão bem a chamar as vias pelo grau (normalmente o de prestígio, claro). O nome, obviamente, é um mero acessório. Inclusivamente, até parece que houve aí uma polémica com um gajo que partiu umas pedras coladas na base das vias, com o nome das mesmas. Devo dizer que sou contra as pedras com nome na base das vias. Para quê o nome? Assim as pedras não dispensam o croqui! Quem lê o nome da via na sua base fica sem saber o mais importante, que é, obviamente, o grau. Por isso, acho que se deveria pôr apenas o grau na base das vias. Ocupa muito menos espaço, logo o impacto visual é menor. Para que interessa o nome? Se se falar no nome de uma via, ninguém sabe onde fica. Já pelo grau, toda a gente vai lá. E se for a puxar para cima, então é uma verdade absoluta e intocável. Mesmo que se faça a via com pegue e meio, apesar de nunca se ter feito aquele grau na vida. Mas se a via só sair ao vigésimo, a coisa pia mais fino, “qu’eu já fiz este grau à vista”. Não pode ser. Esqueçamo-nos que isto é uma rocha nova, um estilo novo, uma técnica nova, uma via nova (i.e. sem pinta de magnésio) e subamos o grau, “qu’eu não tou aqui para me rebentar em 6b’s”. Ou então, cagamos d’alto na via e vamos para aquele 7a vertical com presa à mão cheia de meio em meio metro.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Laura Frôxa & Marta Xorona e os nomes das vias


sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Laura Frôxa & Marta Xorona em entrevista a Nuno Pinheiro



Este é o extracto de uma entrevista, não autorizada, ao escalador e equipador de vias de escalada, Nuno Pinheiro.
Laura Frôxa e Marta Xorona conseguiram este exclusivo usando de vários ardis, incluindo o próprio desconhecimento do visado e a colocação de palavras na sua boca, que este nunca proferiu.
Trata-se de uma entrevista completamente inédita, um furo jornalístico que nenhum outro órgão de comunicação social jamais conseguiu deitar a mão e que aqui se transcreve fielmente distorcida.



Para quem não conhece, eis aqui alguns dados biográficos e curriculares:
Nuno Pinheiro nasceu em Lisboa, a 16 de Fevereiro de 1976. Mede 1,78m de altura e pesa cerca de 65 Kg. Começou a escalar há uma dúzia de anos (1995) e sempre se manteve próximo dos núcleos mais fanáticos e activos da capital.
Ao longo do tempo em que é praticante, tem viajado por toda a península e nos últimos anos também por outros continentes e destinos exóticos, sempre em busca de novos locais de escalada, exibindo, por isso, sinais exteriores de riqueza e duma estrela de boa fortuna acima do normal.
7c, 7c+ e oitavos “é aos molhos”, sem esconder e sem pavonear os seus feitos.
Regressou, à relativamente pouco tempo, de umas “férias” abusivamente longas do outro lado do oceano e retomou o seu trabalho, no ramo da informática, explorando como pode os tempos livres para escalar e equipar novas vias.
Tem sido, por isso, um dos escaladores nacionais mais prolíficos e activos dos últimos tempos

LauraFrôxa&MartaXorona: Nuno, compreendes que por esta entrevista ser totalmente fora do teu conhecimento e consentimento, isto nos deixa com um enorme poder e liberdade de te pôr a dizer as maiores barbaridades, e tu não podes fazer nada quanto a isso?
NP: Sim.
Lf&Mc: E concordas com isso?
NP: Sim.
Lf&Mc: Regressaste há pouco de uma grande viagem às Américas. Tencionas contar ao público escalador como correu essa experiência?
NP: Essa é a minha ideia. Já tenho alguma coisa agendada lá para Norte do país. Em Lisboa ainda não está nada previsto.
Lf&Mc: Então podes adiantar alguma informação quanto à apresentação do Norte?...
NP: Vai decorrer com o apoio da Loja Inchaços Naturais do Porto, em Outubro, e a seu tempo, serão divulgados mais detalhes.
Lf&Mc: Diz-se que és a antítese do escalador de “talento genético”, e tiveste de “subir a pulso” com bastante esforço e assiduidade, para crescer e chegar onde hoje chegaste. O que te leva a investir tanto da tua vida nas viagens e na escalada?
NP: Faço o que mais me motiva na vida. Há alturas em que estou mais virado para equipar, outras em que quero é sair e ir conhecer outras culturas, outras pessoas, frequentar “Círculos de Pacificação”, sempre a explorar novas escolas de escalada e novas vias, de dificuldades maiores … para depois decotar.
Lf&Mc: A decotação é realmente um traço do teu carácter como escalador. Em alguma altura ponderaste o recurso ao apoio especializado… alguma ajuda… terapia… alguma coisa?
NP: Não. Nada disso funcionou comigo. Só se for a “terapia da broca” (Um 7c que também já decotei, para que conste).
Lf&Mc: Mas não achas que insistir em promover volatilidade do grau desinforma os potenciais escaladores?
NP: Normalmente tenho alguns cuidados. As coisas não são feitas de modo irresponsável. Sigo um método que se baseia em aguardar que a pessoa encadeie a via ou que a esteja a beira de a encadear, para então aparecer e, só então, decotar à bruta, sempre com maior respeito e cara de pau. Algumas pessoas reagem mal… Além disso não sou o único a decotar. Na verdade, o processo de decotação começa antes, pelas mãos de mais um ou dois escaladores. Se por exemplo uma via nova surge proposta de 8a+, há um decotador que a duras penas lá consegue encadear. Como é da praxis, traz a via imediatamente para 8a, logo, o seguinte escalador, que até já viu a via, do chão, ao tomar conhecimento que o outro a encadeou, decota instantaneamente para o patamar imediatamente abaixo, já para evitar que um pirata qualquer se lhe antecipe. É entretanto que apareço eu, que, ao receber um telefonema a dar-me conhecimento destes ocorrências, decoto quanto antes, logo ali e pelo telefone. Não vá aparecer alguém a tentar ultrapassar-me também a mim. É que, as oportunidades têm de ser agarradas e há um limite muito sensível na decotação. Não é possível decotar indefinidamente uma via. A arte está em decotar só até aquele ponto preciso em que já começa a roçar o absurdo e as pessoas começam a olhar à volta à procura de paus e pedras. A via, ao final, rondará o 7c ou mesmo, 7c+frouxo, consensual... Se bem que às vezes… decoto é mesmo à toa!
Lf&Mc: Mas, e quando te deparas com uma via que te leva dezenas de tentativas para encadear, será que não é de reconsiderar a cotação atribuída?
NP: Não sou eu sozinho “quem faz o grau”. Eu sou apenas um peão nesta engrenagem decotadora. O Capi Di Tutti Capo é outro. Neste meio, encadear e recotar uma via já decotada, seria sempre interpretado como uma fraqueza muito maior do que o facto de não ter sequer encadeado ainda a via. Não encadear ao 50º pegue é absolutamente irrelevante, decotar sim, é vital e inadiável. As pessoas em geral, ao verem-me dar tiros atrás de tiros, acabam por atribuir uma mística de inacessibilidade à via, pensam que “se eu que sou eu” ando ali aos papéis então “o melhor evitar aquela via”, e assim, preservo as vias de ficarem demasiado frequentadas. Já repararam que em Portugal há muito menos vias polidas do que nos países vizinhos e filas para escalar?
Lf&Mc: Nuno, muitas pessoas reparam que te queixas constantemente de “não estar em forma” ou de que a via tem passos “duros demais” mas acabas sempre por os resolver. Isso não faz de ti, ainda que remotamente, um parente da Marta Xorona?
NP: Também não é tanto assim. Se alguma vez dei a entender isso deve ter sido nalguma fase em que estive seriamente lesionado e em baixo de forma. Já houve alturas em que não conseguia fazer mais do que 7c. Num desses casos, foi uma fase particularmente difícil. Numa altura em que andei a equipar uma via de quase 30 metros, uma linha de regletes pequenas e passos ligeiramente um pouco demasiado bastante longos, em Sesimbra, seria sem dúvida um bom 7c, mas como na altura estava com bastantes dores nos cotovelos, só consegui encadear a via e já não cheguei a tempo de a decotar, porque alguém o tinha feito antes de mim. Talvez um dia destes dias reveja o caso particular desta via, se me aperceber que entretanto há alguém interessado em sacar-la, e reajusta-se então (Os 40 bate-chapas, Dente de Leão, 2006).
Lf&Mc: Mas tu andas sempre lesionado… já corre por aí que serias um bom candidato a Tutankamon da escalada portuguesa…
NP: Tenho feito por isso, embora sem grandes resultados… Tenho tentado cativar patrocínios junto das Para-farmácias. Sou um desgraçadinho e só me dou por satisfeito quando vir o meu busto no Campo dos Mártires da Pátria.
Lf&Mc: O que fazes quando não estás a escalar?
NP: Se não estou a escalar é porque estou a “pendurado como um presunto”, para apurar o fumeiro.
Lf&Mc: Quando escalas ao limite (e não só) é bem conhecido de todos a tua técnica gestual do “frango no assador”, ou seja, as “asas” bem afastados e apontadas para cima, postura a que os americanos chamam de “Chickenwing”. Como explicas esta tendência?
NP: É verdade. Não há via dura que seja realmente dura se não revelar o galináceo que há em nós. Se me apanho numa via nova em que não tenha de ferrar os alicates e baixar as orelhas à altura dos ombros… aí, meu amigo… a via salta logo um número inteiro para baixo… mas é que nem vale a pena argumentar!
Lf&Mc: E nos próximos tempos? Que projectos tens, que sonhos acalentas?
NP: Há muita coisa para fazer. Ainda tenho um punhado de projectos pendentes na zona de Lisboa. Na maior parte são coisas duras que não sei se alguma vez vou conseguir sacar. Sou demasiado fraco e débil. Sou um miserável que anda sempre de férias e constantemente a sofrer de graves encadeamentos em vias lixadas. Tenho também grande vontade de explorar mais a zona de Sagres, de onde surgirão, sem dúvida, das melhores vias de dificuldade em Portugal. Algumas com grandes distâncias entre chapas onde finjo que passo demasiado medo e encadeio na mesma, porque nem mereço o ar que respiro e até parece que os resultados me caem nas mãos sem eu estar à espera, rais-m'apartam...
Lf&Mc: Tens seguido uma trajectória de polivalência nas várias disciplinas que envolvem escalada em rocha, no entanto, fazes uma excepção com a competição, apesar de te encontrares entre os escaladores nacionais com melhores resultados a nível de “dificuldade”. Isso torna-te de alguma forma um bocado maricas?
NP: Sim. Na verdade a competição tem várias lacunas a meu ver. Em competição só tens uma única oportunidade de encadear a via, ou um tempo muito limitado para resolver um só problema de bloco. Este não é o meu perfil. Eu gosto de fazer render o peixe, e uma boa via ou um bom bloco tem de levar pelo menos uma quinzena de pegues. Não é que não conseguisse efectivamente resolver à primeira, mas tal como disse, há que fazer render o peixe e, finalmente, após uma sumária e sisuda ponderação… decotar “como Deus manda.
Outra grande limitação da competição é o carácter efémero das vias. Todas acabam por ser desmontadas. Uma boa decotação distingue-se por perdurar no tempo e na forma como ilude o maior número possível de candidatos ao encadeamento. Se a via desaparece, desaparece também com ela o efeito da afronta, o chamado “Sandbagging”. Admito que se, no futuro, se resolvessem estas condicionantes, a competição poderia contar comigo, até porque, imagino que estando junto com os outros decotadores de topo, nacionais, seria interessante começar por volta das 10h00 da manhã, com uma superfinal de cotada em 8a+, ir ao longo do dia fazendo os devidos ajustes, de maneira que o ultimo atleta que fosse chamado do isolamento encontraria a via muito mais “acessível”, digamos, algo à volta do 6a+, que é, nem mais nem menos, o que actualmente se usa nas competições a sério.
Lf&Mc: Só mais uma questão para terminar: Quando é que deixas de ser pendura de blogues?
NP: O que se passa nesta altura é que agora já tenho vergonha de abrir um blog para mim porque seria o último escalador a ter um, e logo eu que não gosto de ficar em último nem a feijões. Acima de tudo, também, porque neste mundo internautico ainda falta uma escala pela qual eu possa começar a decotar os blogs… Por exemplo, este vosso passava já para IV, vá lá um IV+ por ser de “começo-sentado”…
Lf&Mc: Em nome da equipa do Escalagem damos-te os sinceros parabéns e desejamos-te as maiores felicidades. Obrigado por estes momentos.
NP: …E eu queria aproveitar só para alertar as pessoas que visitam este blog para terem cuidado porque parece-me que…

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Laura Frôxa & Marta Xorona em "a assistência"